Minhas roupas estão pela casa,
e a casa parece estar vazia.
não tenho vontade de escrever,
não tenho vontade de dormir
Eu tinha um vocabulário inteiro para falar...
mas não tenho se quer alguém pra ouvir,
Tenho que endireitar o rosto,
as pessoas chegam e eu tenho que sorrir
Sinto que eu preciso de outras roupas,
de outras palavras, de outro emprego,
vivo o dia de ontem, hoje, amanha e depois
e a minha cara é o meu espelho.
Ontem eu deitei e tentei sonhar...
estava faltando um pouco mais de açúcar,
e ela sorriu pra mim, e me perguntou se estava tudo bem,
e me pediu para tentar dormir, para lembrar
E eu lembrei que estava faltando um pouco mais ...
Seixas
É tempo de voltamos ao passado, para encontrar a felicidade no simples, nas coisas que não podemos tocar, e nem comprar, e nem financiar. É o momento de vencermos as conexões, e de fazer que se aparte um pouco mais a banda larga das coisas. De resumirmos em gestos, o que sempre ouvimos em palavras, e de encotramos a nossa independência nas formas abstratas, nas identidades interiores,e nas diversas definições da arte na forma da poesia.
domingo, 19 de dezembro de 2010
sexta-feira, 22 de outubro de 2010
Apenas Um
Estou preso por destino
e daqui quase não consigo ver a luz,
quase não consigo dormir,
apenas consigo ser o que eu sou
Sinto falta de quem eu tive,
sinto falta de com quem eu quero estar,
não sei o que eu quero ser quando crescer,
apenas sei o que eu quero sonhar
Não sinto mais vontade de escrever,
não me lembro de ter esquecido,
não esqueço que na minha receita
está escrito apenas um comprimido
E se você quer saber o que perdeu enquanto dormia,
talvez algumas lágrimas de dor.
muitas cartas chegam a minha caixa de correios,
mas nenhuma que fale de amor
e daqui quase não consigo ver a luz,
quase não consigo dormir,
apenas consigo ser o que eu sou
Sinto falta de quem eu tive,
sinto falta de com quem eu quero estar,
não sei o que eu quero ser quando crescer,
apenas sei o que eu quero sonhar
Não sinto mais vontade de escrever,
não me lembro de ter esquecido,
não esqueço que na minha receita
está escrito apenas um comprimido
E se você quer saber o que perdeu enquanto dormia,
talvez algumas lágrimas de dor.
muitas cartas chegam a minha caixa de correios,
mas nenhuma que fale de amor
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
O que se perde enquanto dorme?
Para quem não sabe dormir as coisas parecem se colocarem diferentes, suas formas ficam confusas quando não se vê mais a luz, e resta apenas sonhar todos os dias as realidades de olhos abertos, enquanto todas as outras pessoas esquecem de suas vidas com o simples fechar de seus olhos. Se alguém me perguntar o que eu queria sonhar; provavelmente responderia que gostaria de sonhar com os dias em quem os meus preciosos diamantes não vão estar mais aqui, não me farão mais dormir, sem me fazer sonhar, e esquecerei que estive sozinho durante todas essas noites.
Mas as coisas nem são tão simples assim, e muitas vezes me pergunto, o que a noite tem para me dizer? E por muitas vezes ela vem para me contar segredos que se escondem no espaço que existe entre o frio que faz quando ela chega e os muros da minha imaginação, que ainda vem me perguntar, o que se perde enquanto dorme ?
Mas as coisas nem são tão simples assim, e muitas vezes me pergunto, o que a noite tem para me dizer? E por muitas vezes ela vem para me contar segredos que se escondem no espaço que existe entre o frio que faz quando ela chega e os muros da minha imaginação, que ainda vem me perguntar, o que se perde enquanto dorme ?
terça-feira, 28 de setembro de 2010
O Homem Verde e a Revolução das Árvores
Já faz algum tempo que um certo Homem Verde, que de escolha própria se fez Natureza, para que assim pudesse neutralizar as continuas investidas da Cidade Cinza. Como era de seu costume, todo o dia acordava bem cedo e costumava ir comprar pão na padaria que havia em frente a sua casa, que também era verde. Não era muito conhecido em seu bairro, alguns diziam que ele era louco, outros o consideravam gênio, porém quase ninguém conseguia determiná-lo exatamente. Em sua casa verde havia muitas plantas que serviam de alimento para algumas espécies de pássaros que costumavam sobrevoar por ali, entretanto, sua casa era um lugar onde notoriamente se via a mais pura beleza que a Natureza mostrou aos homes, e por entender esse sentido, o Homem Verde permanecia com sua coloração. Ele não conseguia compreender como todos em sua Cidade Cinza se alimentavam de grandes e gordurosos pigmentos vermelhos e se fechavam para a beleza de todos os macrocosmos que havia ao ser redor.
Durante as tardes em sua casa, ele costumava conversar com as árvores que cercavam e se faziam belas nas propriedades do vizinho. Perdia boas horas de seu dia conversando com elas, e contando suas idéias, até então geniais para as mesmas. Essas por sua vez, não costumavam responder, mas sempre balançavam suas copas, como maneira de expressar uma certa concordância com o que havia sido dito pelo Homem de cor estranha. O Homem Verde não tinha muitas de suas idéias aceitas pela maior parte da sociedade que o considerava insano. Mas ele não se deixava abater por isso, afinal de contas, muito melhor era a companhia das árvores. Ao sair nas ruas, se sentia como um cidadão normal, sempre cumprimentava as crianças, despertava a curiosidade dos mais velhos e até o desejo de algumas mulheres.
-Vocês viram o Homem Verde que acabara de passar?
Era o que muitos sussurravam entre sim, ao ver uma pessoa até então diferente dos padrões pelos quais estavam acostumados. Sua Cidade também era repleta de comerciantes, fanáticos religiosos e algumas prostitutas, e todos se surpreendiam ao ver um homem que acabara de passar conversando com as árvore e os animais que haviam no caminho.
E assim permaneceu o Homem Verde por muitos dias e por muitas noites.
(...)
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
O Rock Star - O Sonho do Apanhador de Flores
Aquela noite havia sido difícil, Depois de um dia cheio, Rock Star apenas queria um momento de paz, seus problemas haviam tomado sua cabeça que naquela hora doía demais e não via mais nenhuma alternativa que não fosse reclinar a cabeça em um travesseiro e então encontrar o descanso que ele procurava. E a noite caia calmamente ali fora, era uma noite fria e algo errado acontecia na cabeça de Rock Star. Ele acordara no meio daquela madrugada, pois havia tido um sonho como nunca havia acontecido antes, e naquele sonho ele pode sentir Ela em seus braços, pode sentir o conforto que era o seu abraço, e principalmente pode sentir o quanto realmente ela era importante, ele tinha certeza de que aquilo não havia sido apenas um sonho, era muito real, ao ponto de fazê-lo viver um momento ainda não vivido. Ele percebeu que havia feito coisas de mais, aquele sonho o mostrou Ela, linda, pelo menos ele nunca iria achar o contrario, vestindo a calça que ele gostava, sandália rasteira, e uma blusinha que valorizava disfarçadamente seu decote. Ele reparou nas flores que haviam por trás de seu rosto, que pareciam formar um cenário, e das borboletas que sobrevoavam como se previssem o que iria acontecer. E no sonho ele a entregava umas flores que ele havia apanhado por ali e dizia que tudo aquilo iria passar, e Ela por sua vez, chorava e o abraçava. Ao acordar emocionado, Rock Star chorou.
domingo, 19 de setembro de 2010
Acho que eu ando escrevendo demais
Existem dois mundos em que eu posso estar:
Ao meio de suas palavras, há um meio de se palavrear.
Existem dois abraços que eu queria dar:
um em quem amo com todas as minhas forças,
e outro em quem um dia eu quis amar
Como pode uma escolha mudar tudo?
Uma escola mudar o mundo,
E o mundo não mudar nada?
Sinceramente...
Acho que eu ando escrevendo demais.
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
Soneto de uma Mãe
As vezes não nos contentamos com a roupa
mas que mal há em trocar
as vezes achamos que de tantas, temos poucas
mas o que temos ainda há o que usar '
Muitas vezes pela vida,
exigimos explicação '
porque foi ? para que viemos ?
seguimos a nossa imaginação '
Que nos leva a lugares que nao figuramos mais real,
muitos beijos, muitas brigas '
dualismo bem e mal '
Diversidades de um abraço, é o que mata e aproxima '
magicando esse absuro,
te faço Mãe, e Mãe não rima '
mas que mal há em trocar
as vezes achamos que de tantas, temos poucas
mas o que temos ainda há o que usar '
Muitas vezes pela vida,
exigimos explicação '
porque foi ? para que viemos ?
seguimos a nossa imaginação '
Que nos leva a lugares que nao figuramos mais real,
muitos beijos, muitas brigas '
dualismo bem e mal '
Diversidades de um abraço, é o que mata e aproxima '
magicando esse absuro,
te faço Mãe, e Mãe não rima '
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